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Democracia: A velha democracia para os EUA, mas precoce democracia ao Brasil

POLITICAGEM 27/03/2020 11h54Fonte: Kim Rafael




Um novo estadista, a cada quatro anos, sempre estará disposto a administrar qualquer crise – coisa que seu Jair, está longe de ser na atual crise – como para todos nós enquanto sociedade civil e comunidade moralista.

Há uma espécie de consunção generalizada, não há nada poderoso que todo sentimento de indignação contra Bolsonaro – pois insiste atenuar o caos posto pelo país comunista, China. Este país através do representante de Xi Jinping, irresponsavelmente recua para jogadores da sua própria equipe dentro de sua própria área...

Bolsonaro é a vidraça. Pode o vice Mourão balançar a cabeça, o Madetta amenizar o discurso e até o Dória governar o país em 2023. Mas hoje, o Bolsonaro é a vidraça, pois ao assumir na esplanada a faixa de presidente da república, assumiu para si todas as crises e ódios.

É definitivamente um teste em alto mar. A tempestade debruça-se sobre o barco – afinal, é a tempestade em alto mar.

Inicialmente eu disse sobre a democracia. Vamos ser realistas. Ninguém sabe o que é a democracia, e não estou dizendo sobre conceitos literários, na teoria se descobre o mundo, mas na prática um vírus nos mata.

Alguns enchem a boca pra falar sobre a democracia, mas, desde que não afronte seus ideais, é claro.

Principalmente aqueles que compõem o cenário político de forma deliberativa acenando com as mãos e em voz altiva: GOLPE!

Uma democracia onde políticos, adjetivo: empregados do povo – estão processando apresentadores de “toque show”, por expressarem legitimamente suas ideias e manifestações contrárias.

Qual democracia está sujeita a afrontar seu representante em redes sociais, sendo caluniados por youtubers?

Existem os meios legais.

Ontem mesmo vi uma postagem no Tweeter do falso moralista Felipe Neto, expressando todo seu ódio contra o presidente da república, xingando-o, com precedentes.

A democracia vai muito além de envolvimentos dos sentimentos dos céus e inferno. Embora o candidato perdedor tenha ganhado uma lavada, não tem que organizar um golpe sobre o vencedor e de forma demagoga desmoralizar o processo eleitoral.

Mas, a tendência da democracia brasileira é esta. Vejam só, Lula está concedendo entrevista quase toda a semana, e a forma de sua fala atinge o presidente moralmente, porém, Lula não consegue identificar quem ele é ao se pentear.

Os maiores veículos de comunicação do país estraçalham o presidente, também moralmente, na exposição de textos que causam efeitos ambíguos, ou nas entrevistas concedidas pela mesma emissora a fim de testar sua competência.

Só abrindo um parêntese: “a mídia está plantada todos os dias em frente ao Palácio da Alvara esperando o presidente – ele fala com a imprensa – mesmo não querendo, responde a imprensa. Qual o problema?

Ninguém quer saber de democracia. Todos querem saber de ouro, prata e claro, sonegação de impostos.

Estávamos acostumados em roubar, porém, em contrapartida beneficiar alguém miserável, acho que era pra aliviar a consciência.

Devo admitir que se pecarmos pela manhã e a tarde doarmos ao Criança Esperança, nos sentimos poucos piores pelo pecado.

A democracia tem suas peculiaridades. E o Brasil ainda frequenta os espaços com a maioria da demagogia.

Agora falando sobre “quarentena”. A democracia em quarentena é uma bomba atômica para os “vizinhos”.

Nas redes socias pessoas desfazem amizades, grupos de WhatsApp despescam em números de membros pós assunto política. Viu, isso atesta a falta de democracia no país.

Pessoas expressam com discursos de ódio em pleno grupo de WhatsApp, dificilmente existem inteligentes para acabar a discussão e propor um debate pessoal. Viu, falta democracia.

Os ódios alimentados junto às campanhas, cuja finalidade é desmerecer adversários. Certa vez, fiz a um rapaz a pergunta: você assiste os debates pela televisão? A resposta foi simples: claro, gosto de ver o circo pegar fogo. Concluo dizendo que não há democracia entre os cidadãos votados, nem mesmo os cidadãos votantes.

Estamos frente a um regime que ainda não consegui identificar, talvez quando completar 50 anos eu entenda que democracia no país nunca existiu. Quiçá leve tempo para convencer-me de que estamos em outro regime.

E se tenho alguma síntese sobre aquele comentário de Petra Costa, é justamente o que há nas entrelinhas do título... DEMOCRACIA EM VERTIGEM.

Bom, é claro que não poderia deixar de citar as palavras de Churchill, que exclamava: “A democracia é a pior de todas as formas imagináveis de governo, com exceção de todas as demais que já se experimentaram”.

Neste momento queimo os dedos por ter escrito que nunca existiu democracia no Brasil. Quiçá vivemos em democracia.

Ao concluir, digo-vos que a maneira certa de identificar a democracia em nosso país é reiterar o que Kelsen já disse: “a democracia é sobretudo um caminho: o da progressão para a liberdade”, ou o que Lincoln definiu: governo do povo, para o povo, pelo povo; “governo que jamais perecerá sobre a face da Terra”.

Democracia é o fator que dão passos ainda que sejam lentos à conquista de nossa liberdade.



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