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Kim Rafael


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A coisa é séria


Idosos segundo o Estatuto do Idoso são pessoas com 60 anos ou mais, porém, o que nos assusta é que somente 54% são aposentados.

Segundo site da previdência, em torno de 4,2 milhões de idosos estão aposentados.
Em média, o valor das aposentadorias é de R$ 1.283,93.
 
Por conta do “coronavoucher”, as contribuições estarão abaladas.
Serão liberados valores de R$ 600,00 e R$ 1.200,00 variavelmente, dependendo de cada caso, para 38 milhões de autônomos.
Todas as barreiras estão sendo quebradas. Inclusive o estouro do “cheque especial” do Tesouro Nacional.
 
Conforme a decretação de estado de calamidade aprovado pelo Congresso Nacional, o Poder Executivo poderá exceder-se nos gastos e por isso não incorreria em crime de responsabilidade.
 
Agora vamos adentrar numa análise empírica, já que não somos economistas.
 
Se os idosos são vulneráveis ao sair de casa por conta do COVID-19, também os são se os jovens continuarem trancafiados em casa, já que estão suspensas as contribuições e lhe faltarão recursos – praticamente toda arrecadação está sendo comprometida.
 
O “coronavoucher” beneficiará 38 milhões de autônomos, mas os 4,2 milhões de aposentados já estão em apuros.
 
Em algum momento, infelizmente, faltará recursos se o mais jovem não começar a produzir, render de modo que a arrecadação previdenciária se torne estável.
 
Os mais vulneráveis serão as maiores vítimas.
 
A guerra política polarizada não deve se sobrepor à questão dos mais vulneráveis, muito menos quando comparamos países de primeiro mundo com o nosso Brasil – não é demérito ao meu país, a verdade é que não temos condições. Por isso, não adianta competir e entrar numa rinha de galo estrangeiro.
 
O idoso pode morrer ao sair de casa, o idoso pode morrer se seus filhos, netos ou qualquer dependente não sair de casa. O idoso pode sobreviver se alguém estiver trabalhando por ele. E se o idoso não for aposentado, faça os seus descendentes ou dependentes trabalharem – tenhamos o cuidado de não infectá-los, lave as mãos com sabão e depois desinfete com álcool em gel 70%.
 
No Brasil a realidade é essa, quer você queira ou não.
 
Precisamos trabalhar, tem um idoso que depende de nós.

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