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Kim Rafael


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UMA FAJUTA LIBERDADE CONTROLADA PELA CIÊNCIA



Imagem: br.pinterest.com/pin/549650329521748437/
 
 
 
Como a tal da “ciência” se tornou de forma banalizada o ato de vilipendiar que, neste caso não seria contra o cadáver, mas da própria narrativa de questioná-la.
 
Aquilo que hoje chamamos orgulhosamente de “ciência”, com a intenção de dimensiona-la à última suprema instância na decisão de todas as questões públicas e privadas, quiçá, nem ela mesma se fundamenta sem pelo menos, julgá-la eficiente. Afinal, a verdade é absoluta, mas a ciência, NÃO!
 
Quem ousa questioná-la, é rotulado de negacionista. Mas quem com ela se limita, estará sempre debruçado pela ignorância.
 
Escreve professor Olavo de Carvalho: É a razão, e não o método científico, que confere sentido ao próprio discurso científico, o qual por sua vez não pode dar conta dela no mais mínimo que seja. A “ciência” não pode jamais ser a autoridade última em nenhum assunto exceto dentro dos limites que a razão lhe prescreva, limites estes que por sua vez continuam sujeitos à crítica racional a qualquer momento e em qualquer circunstância do processo científico. ”[1]
 
Em qualquer período histórico, trazendo um assunto específico, nada, absolutamente nada será absoluto. Independente da narrativa criada entorno de vacinas, ou do tratamento profilático, nada poderá substituir a liberdade de sairmos da caverna, como fez o tal prisioneiro liberto do “Mito da Caverna”[2] e talvez, por algum momento, exceder os limites da “ciência”.
 
Não seja rancoroso, o medo que vivenciamos é condutor que gera o afeto pela “ciência” como autoridade, como se vê, hoje em dia, na maior parte dos debates públicos meio à pandemia, cria-se um “fetiche” socialmente aprovado por ela, contra as responsabilidades do uso da razão – e no final de tudo rotulam-nos de negacionistas.
 
Agora, basta ler as notícias para entender que a ONU, através da OMS, errou e muito, no combate à pandemia.
 
Mas quem vai investigar os equívocos da Organização Mundial de Saúde?
 
Como um braço da ONU, ela construiu um histórico de credibilidade, especialmente em campanhas de vacinação e orientações para países sem recursos assolados por doenças transmissíveis.[3]
 
Não dá para sustentar se houve má-fé ou simplesmente impotência no caso do maior erro da OMS, a demora em qualificar corretamente a doença originada em Wuhan.
 
A ciência, o obscurantismo, a primazia da realidade o próprio negacionismo... tudo parece estar atrelado numa só situação: O globalismo. Com qual intuito?
 
Bruno Latour:[4] "O objetivo da ciência não é produzir verdade indiscutíveis, mas discutíveis"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

[1] BRASIL, Felipe Moura. O MÍNIMO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO SER UM IDIOTA. Editora Record, Rio de Janeiro, 8ª Edição, 2014, p. 394 e 395.
[2] www.em.com.br/app...a-caverna.shtml
[3] veja.abril.com.br...foram-as-piores/
[4] www.correiodopovo...íveis-1.306155

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