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A CORRIDA PELA IMUNIZAÇÃO, COM ATALHOS



Depois da festa da vacina promovida pela Prefeitura de Maringá no último dia 16/09, denominada ‘Open Vacina’, que contou com a presença marcante do Prefeito Ulisses Maia, que tirou foto com os jovens e produziu muito conteúdo para suas redes sociais, foi anunciado, no perfil pessoal do Prefeito, a vacinação para os adolescentes de 17 (dezessete) anos.

A imunização desses jovens está provocando um certo burburinho nas redes sociais, e não sem razão, uma vez que, recentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um vídeo explicando que a vacinação em adolescentes contra a COVID-19 não é uma prioridade a ser perseguida no momento.

Isso porque, embora os adolescentes possam vir a contrair a doença e a transmiti-la, eles correm um risco consideravelmente menor de evoluir para um quadro mais grave, se comparados com os adultos. Além disso, segundo a OMS, por se tratarem de pessoas ainda em fase de desenvolvimento, é necessário o aprofundamento dos estudos quanto à dosagem a ser aplicada nos adolescentes, o intervalo entre as doses e as possíveis contraindicações.

Em sentido diametralmente oposto, a ANVISA (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina ‘Pfizer’ em adolescentes entre 12 (doze) e 17 (dezessete) anos no território nacional.

Por sua vez, o Ministério da Saúde recomendou a imediata suspensão da aplicação do imunizante ao referido público, com exceção dos casos em que o adolescente apresente deficiência permanente, comorbidades ou que se encontre privado de liberdade, sob a justificativa de que os benefícios da vacinação para este público não estão claramente definidos.

No mesmo sentido, e de forma muito específica, a SESA (Secretaria da Saúde do Paraná), através da 15ª Regional de Saúde, recomendou ao Prefeito Ulisses Maia a suspensão da vacinação em adolescentes, ressaltando a necessidade de observar a recomendação do Ministério da Saúde, e ainda, esclarecendo que as doses a serem aplicadas no grupo ainda não foram distribuídas ao município.

No entanto, mesmo diante de tais recomendações a Prefeitura de Maringá manteve o anúncio da vacinação. A pergunta que faço é: quais doses serão utilizadas para a vacinação desse público, se o município ainda não recebeu os lotes? E mais, qual é a urgência em promover a imunização de adolescentes, sendo que ainda há um público imenso aguardando a segunda dose da vacina?

Tenho para mim que a qualidade da imunização da população vem à frente da quantidade de pessoas vacinadas. Quero dizer com isso que a Prefeitura deveria priorizar a conclusão da imunização da população com mais de 18 (dezoito) anos com as duas doses para que, depois, se autorizada pelos órgãos de saúde competentes, venha a dar continuidade à festa da vacina, digo, ao ‘Open Vacina’.

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