SAÚDE

CoronaVac é mais eficaz em quem já teve COVID-19

27 de agosto de 2021 (Bibliomed). Um estudo realizado pela da Universidade Médica de Chongqing, na China, com 85 pacientes recuperados de Covid-19 indica que a CoronaVac é capaz de dobrar a quantidade de anticorpos neutralizantes e multiplicar em 4,4 vezes o nível de imunoglobulina IgG em quem já teve a doença. A CoronaVac é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O estudo envolveu 85 pacientes recuperados do COVID-19. Esses tinham entre três e 84 anos e haviam se contaminado de Covid-19, em sua maioria, no início de 2020. Os pesquisadores aferiram os níveis de imunoglobulinas e de anticorpos neutralizantes nos pacientes convalescentes e selecionaram os cinco que apresentaram individualmente os menores indicadores ao final de 12 meses. Eles receberam duas doses de CoronaVac com intervalo de 21 dias.

O nível de anticorpos neutralizantes (que protegem contra uma eventual reinfecção pelo SARS-CoV-2) entre as pessoas que tiveram COVID-19, que era de 36 um dia antes da primeira dose, foi subindo até atingir 108 duas semanas após a segunda dose. No grupo controle (pacientes sem histórico de COVID-19), esse indicador alcançou 56, ou seja, a quantidade de anticorpos neutralizantes gerados pela vacina em quem já teve COVID-19 foi o dobro na comparação com quem não havia tido a doença.

Entre os convalescentes, o nível do anticorpo IgG, que era de 3,68 um dia antes da vacina, subiu para 47,74 duas semanas após a segunda dose de CoronaVac. É uma quantidade 4,4 vezes superior ao nível de 10,81 detectado no grupo controle.

Os pacientes foram acompanhados por 12 meses, e os níveis de anticorpos neutralizantes diminuíram de 631 no final do primeiro mês para 84 no último mês. No caso da imunoglobulina IgG, o indicador caiu de 28,6 para 7,2 no mesmo período.

Os pesquisadores explicam que esses resultados sugerem que a CoronaVac estimula a memória humoral dos pacientes convalescentes, acelerando a produção de anticorpos neutralizantes e seu nível de circulação na corrente sanguínea.

Fonte: Nature Cell Discovery. DOI: 10.1038/s41421-021-00311-z.

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