DIVERSÃO

4 coisas da TV que a boneca de ‘Round 6’ poderia eliminar
O telespectador deve se inspirar no olhar da menina-robô da série do momento para identificar e boicotar os piores programas

“Batatinha frita 1, 2, 3”... e páh, páh, páh, páh! Já era. Na série-sensação ‘Round 6’, da Netflix, a boneca assassina identifica os jogadores que falham no desafio e metralhadoras são acionadas. Ficção chocante de uma distopia que flerta com a realidade em alguns Países.

Certas aberrações da televisão brasileira mereceriam ser denunciadas a partir do olhar da menina-monstro. Não defendemos um fim violento, obviamente, e sim que essas situações tóxicas deixassem de existir.

1.Apresentadores ‘bonzinhos’ que são diabólicos – Diante das câmeras, eles se compadecem, até choram (às vezes, sem nenhuma lágrima) ao interagir com entrevistados. Ou então riem junto, abraçam, como se fossem amigos íntimos. Nos bastidores, longe das câmeras, desprezam convidados, maltratam funcionários da emissora, dão chiliques. Alguns apresentadores são vilões disfarçados de boa gente. Se a imprensa divulgasse o que sabe sobre esses comportamentos inaceitáveis, acabaria com carreiras de sucesso.

2.Sensacionalismo disfarçado de jornalismo – Algumas emissoras ousam chamar de ‘jornal’ programas que são descaradamente policialescos. A pauta gira em torno de crimes, do pânico da violência e, em alguns casos, da celebrização de bandidos. Os telespectadores que dão audiência a essas atrações (provavelmente por interesse sádico na desgraça alheia) têm parcela de responsabilidade por tal mazela na programação da TV. Surpreendentemente, empresas renomadas anunciam seus produtos e serviços nessas produções bizarras.

3.Atrações que divulgam fake news – O jornalismo não é dono da verdade. Há frequentes equívocos em telejornais. Pior do que essas falhas eventuais são as mentiras veiculadas propositalmente a fim de promover personalidades, ideologias, projetos políticos e, em certos casos, gerar dinheiro. A TV tem programas que contrariam a ciência, o princípio jornalístico do contraditório, o bom senso. Há manipulação de dados para ‘vender’ a notícia não como ela é, mas como querem que seja.

4.A manipulação da fé – Quanto custa a salvação da alma? Bem, depende de qual atração religiosa você está assistindo. Algumas cobram bem caro. Em vários horários, a televisão se torna uma igreja eletrônica. Determinados pregadores mais parecem comerciantes: vinculam o bem-estar espiritual à quantia que o fiel telespectador vai contribuir. Só faltam oferecer terreno no céu. Diante da TV, pessoas fragilizadas podem virar uma presa fácil dessa explícita mercantilização do acesso a Deus.

Não podemos contar com a macabra menina-robô de ‘Round 6’, mas temos em mãos uma ferramenta tão poderosa quanto as armas que ela aciona: o controle remoto.





COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM



DIVERSÃO  |   23/10/2021 10h05





DIVERSÃO  |   22/10/2021 05h05