DIVERSÃO

Bonner faz 58 anos: cachorreiro, antigomobilista e corredor
Âncora do ‘JN’ tem um estilo de vida simples, é saudosista e reduziu a prática de esporte ao ar livre por temer agressão de radicais

O ‘tio’ completa 58 anos neste 16 de novembro, Dia Internacional da Tolerância. William Bonner – William Bonemer Júnior no RG – curte o final de suas primeiras férias longas desde o início da cobertura da pandemia de covid-19. Volta ao vídeo na quarta-feira (17).

Paulistano que já passou a maior parte da vida no Rio, o apresentador e editor-chefe do ‘Jornal Nacional’ não é de grandes comemorações. Vive de maneira reservada, sem superexposição da intimidade, dedicado à família e a um diminuto grupo de amigos.

Dias atrás, ele e sua mulher, a fisioterapeuta Natasha Dantas, geraram manchetes ao resgatar um cachorro em uma estrada. Pretendiam apenas dar assistência médica ao bicho, mas acabaram se apaixonando por ele e o adotaram.

Bonner é cachorreiro assumido. Já teve vários cães: Sophie, Gulliver, Chantilly... Outra paixão são os carros desejados quando era criança, adolescente e jovem. Época de muitos sonhos e dinheiro contado. Agora, pode tê-los em sua garagem.

Entre os modelos, um Gol GT, um Escort XR3, um Passat GTS Pointer. Ele volta aos ‘bons tempos’ quando, ao volante, faz passeios por áreas verdes perto do Rio. Algumas fotos desses giros o mostram com um sorriso de menino curtindo seus ‘brinquedos’.

O âncora é adepto da corrida ao ar livre, porém, pratica menos do que gostaria. “Hoje me privo desse prazer, e não tenho satisfação de dizer que é por medo dessa polarização política que tomou conta do País. Você sai e não sabe se vai sofrer agressões ou não. Então parei de correr”, revelou em participação no ‘Altas Horas’.

Em agosto, o âncora foi flagrado por um paparazzo correndo na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. Usava boné e máscara anti-covid. Conseguiu se exercitar sem ser tietado ou hostilizado – diferentemente do que ocorreu tempos atrás, em uma padaria, quando foi “agredido verbalmente, insultado e desafiado por uma cidadã embriagada”, em seu próprio relato.

Profissionalmente, William ocupa desde 1996 o cargo mais poderoso do telejornalismo. Tal posição oferece bônus e cobra ônus. Ele é o mais famoso, bem-pago e influente; e também o mais criticado, odiado e ameaçado. Há de se considerar ainda o mais forte. Poucos suportariam tamanha pressão psicológica e privação de liberdade por tantos anos.

Após semanas de descanso, Bonner avista novo desafio, talvez o maior de sua carreira: comandar no ‘JN’ a cobertura da eleição presidencial de 2022, com potencial de ser a mais tensa e violenta contra jornalistas na história da República. Alvo preferencial do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores, o jornalista terá de lidar com uma inevitável onda de ódio e previsíveis atos contra a liberdade de imprensa.





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