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Armagedom? Nasa lança missão para desviar rota de asteroide
Corpo celeste não representa, mas agência americana quer saber se temos tecnologia para proteger a humanidade de ameaças futuras

A Nasa, agência espacial americana, inicia nesta quarta-feira, 24, uma missão que lembra até filme de Hollywood. O teste de redirecionamento de asteroide duplo (em tradução livre), ou simplesmente missão Dart, vai tentar pela primeira vez desviar a rota de um asteroide, com o objetivo de proteger a Terra de ameaças futuras. Este corpo celeste não é um perigo agora, mas a ideia é checar se a tecnologia que já temos é suficiente para proteger o planeta de um possível risco semelhante.  

O lançamento da sonda espacial, a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX, na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia (EUA), está previsto para a madrugada de quarta-feira, 24. Poderá também ser assistido pelo canal da Nasa na internet. 

Segundo a agência americana, nenhum asteroide conhecido representa uma ameaça à Terra - pelo menos até o próximo século. A missão Dart funciona como um teste-chave antes de qualquer ameaça real, para coletar dados sobre a possibilidade de deflexão de um asteroide por meio de uma técnica chamada de impacto cinético.

A sonda da Dart ruma até um sistema binário. Com uma velocidade de seis quilômetros por segundo, de forma autônoma, a nave deve colidir deliberadamente com o Dimorphos, um asteroide de 160 metros de diâmetro, que orbita outro maior, o Didymos, com 780 metros de diâmetro.

Pela proximidade com a Terra, o sistema Didymos permite que especialistas em defesa planetária observem e meçam o impacto cinético da sonda. Com a colisão, os cientistas estimam reduzir em vários minutos o período orbital do Dimorphos. A escolha da data de colisão, que deve ocorrer entre outubro e novembro do próximo ano, foi proposital. A cada 770 dias, o Didymos fica a 11 milhões de quilômetros do planeta.

Conforme o jornal britânico The Guardian, em 2024, a nave Hera, da agência espacial da Europa (ESA), vai visitar o sistema Didymos e permitirá uma análise mais detalhada da colisão. Com informações mais específicas sobre o Dimorphos, como massa precisa e estrutura interna, e da cratera deixada pela Dart, pode ser possível tornar o impacto cinético uma técnica repetível.





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