ECONOMIA

Datafolha: Brasil está dividido sobre o Auxílio Brasil
Considerando a margem de erro, a pesquisa mostra um empate entre as opiniões dos entrevistados


Foto: USP Imagens / Fotos Públicas

Quando o assunto é o fim do programa Bolsa Família e a criação do Auxílio Brasil, os brasileiros se mostram dividimos ao serem questionados sobre o assunto, revelou pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 25. 

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados acreditam que o governo de Jair Bolsonaro agiu mal ao extinguir o programa Bolsa Família, uma marca dos governos PT. Já outros 41% consideram a mudança positiva para o Auxílio Brasil, programa de renda criado pela gestão Bolsonaro em substituição ao Bolsa Família, até então em vigor. 

Considerando a margem de erro -  de dois pontos percentuais para baixo ou para cima - a pesquisa mostra um empate entre as opiniões. O Datafolha realizou as entrevistas de 13 a 16 de dezembro, com 3.666 brasileiros em 191 municípios. 

Detalhamento

A pesquisa aprofundou o perfil dos entrevistados e mostrou que aqueles que são críticos ao fim do Bolsa Família estão entre simpatizantes do PT e não aprovam o atual governo (62% nos dois casos), eleitores do ex-presidente Lula (59%) e aqueles cuja comida em casa tem sido insuficiente para alimentar a família (51%).

Já entre os que aprovam a mudança para o Auxílio Brasil estão eleitores de Bolsonaro e apoiadores do governo (ambos 76%), empresários (58%), evangélicos (51%) e aqueles que têm conseguido alimentar a família (51%).

Aposta do governo Bolsonaro

O Auxílio Brasil no valor de R$ 400 - pagamento garantido apenas até o final do próximo ano - é uma das grandes apostas do governo Bolsonaro para tentar a reeleição no pleito de 2022. 

Ainda assim, pesquisas também da Datafolha mostram que a reprovação do governo Bolsonaro segue em alta (53%) e que seu principal adversário eleitoral, o ex-presidente Lula, o venceria já em primeiro turno, com 48%, o deixando em segundo lugar com 22% das intenções de voto em uma eventual disputa entre ambos os políticos.




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ECONOMIA  |   13/08/2022 14h27