ESPORTES

Corinthians e Jô são condenados a pagar R$ 13,3 milhões a clube do Japão
Corte Arbitral do Esporte reduziu valor de indenização ao Nagoya Grampus


Jô e Corinthians foram derrotados em ação do Nagoya Grampus — Foto: Marcos Ribolli

O Corinthians e o atacante Jô foram condenados na Corte Arbitral do Esporte (CAS) a pagar uma indenização de 2,6 milhões de dólares (cerca de R$ 13,3 milhões na cotação atual) ao Nagoya Grampus, do Japão.

O caso já havia sido julgado pela Fifa, mas Corinthians e Jô recorreram ao CAS, a mais alta corte esportiva. As sentenças do órgão na maioria das vezes são definitivas, mas ainda é possível recorrer ao Supremo Tribunal Federal da Suíça se as partes entenderem que houve alguma ofensa clara à lei do país ou aos princípios do direito. A tendência é de que o Timão e o atleta acatem o veredito - a reportagem do ge pediu um posicionamento do clube e ainda aguarda resposta.

No julgamento pela Fifa, a indenização a ser paga ao Nagoya era de aproximadamente 3,4 milhões de dólares, quase R$ 18 milhões. Porém, houve redução desse montante no CAS, que acatou algumas demandas do Corinthians e de Jô. A informação foi divulgada inicialmente pela "TNT Sports".

Segundo a decisão da entidade máxima do futebol, o Corinthians"é solidariamente responsável pelo pagamento da referida indenização", sem especificar os percentuais que competem a cada uma das partes. Porém, em entrevista ao ge na última segunda-feira, o presidente do clube, Duilio Monteiro Alves, afirmou:

- Era uma ação contra o atleta, não contra o Corinthians. O clube era solidário na ação porque contratou o atleta. Ele foi mandado embora por justa causa por um clube, e aí depois o outro que contrata é acionado? No meu ponto de vista, o Corinthians não tem, absolutamente, nada a ver com isso.

- Vamos ver se vai existir condenação, qual vai ser o valor, então depende muito dela para falar quem vai assumir o quê. Mas acredito que não vai acontecer, porque não tem o menor cabimento. Nem o Jô, que foi mandado embora por justa causa, e nem o Corinthians - completou.

Tal caso vem se arrastando há mais de um ano. A primeira condenação ocorreu em novembro de 2020, e o recurso ao CAS foi apresentado em 2021.




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