GERAL

Em evento após denúncias, Pedro Guimarães cita esposa e ética
Jornalistas foram impedidos de cobrir lançamento e de conversas com funcionários do banco

Pressionado a deixar o cargo após denúncias de assédio sexual, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, participou de um evento do banco estatal na manhã desta quarta-feira, 29.

O lançamento do Plano Safra foi realizado a portas fechadas, sem permissão de entrada de jornalistas, na sede da Caixa Cultural em Brasília.

Em um breve pronunciamento, Guimarães citou sua esposa, Marcela Guimarães, e mencionou uma "vida inteira pautada pela ética".

"Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa - acho que de uma maneira muito clara, são quase 20 anos juntos, dois filhos - uma vida inteira pautada pela ética. Tanto é verdade que, quando assumi o banco, o banco tinha os piores ratings das estatais. Dez anos de balanço com ressalvas, uma série de questões que todos vocês sabem. Hoje a gente é um exemplo, tenho muito orgulho do trabalho de todos vocês e da maneira como eu sempre me pautei, em toda a minha vida", afirmou.

Clima

Além de proibidos de entrar, os jornalistas que tentaram cobrir o evento também foram impedidos de conversar com funcionários do banco.

Segundo o jornal O Globo, quando jornalistas tentaram a abordagem, assessores do gabinete de imprensa interferiram, alegando que os funcionários não podiam dar declarações.

Coletiva cancelada

Em nota na noite de terça-feira, a Caixa Econômica Federal informou que o pronunciamento e a coletiva de imprensa com o presidente do banco, previstos para a manhã de quarta-feira, foram cancelados.

O banco promove o evento em Brasília, na Caixa Cultural, para tratar da estratégia da CEF para o Plano Safra 22/23.

Além de fazer um pronunciamento, Guimarães responderia a perguntas de jornalistas. A Caixa não informou o motivo dos cancelamentos.

O caso

O portal Metrópoles publicou nessa terça-feira que o executivo é investigado pelo Ministério Público Federal por suposto crime de assédio sexual.

As denúncias foram feitas por funcionárias da Caixa Econômica Federal. Cinco mulheres relataram as abordagens inapropriadas do presidente do banco.

Em nota, a Caixa informou que não tem conhecimento sobre as denúncias de assédio sexual contra Guimarães e que tem protocolos de prevenção contra casos de qualquer tipo de prática indevida por seus funcionários.

"A Caixa não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo. A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de 'qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça'", informou, em nota ao site.

* Com informações do Estadão Conteúdo
 





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