ECONOMIA

Bitcoin: crise ganha força e valor fica abaixo dos US$ 19 mil


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O bitcoin continua em queda e, nesta quinta-feira (30), ficou abaixo de US$ 19.000 por um breve período. A famosa criptomoeda enfrenta uma crise de liquidez atualmente, além das consequências da contínua pressão de preocupações macroeconômicas.

A criptomoeda desvalorizou cerca de 5% nas últimas 24 horas, chegando a preços entre US$ 19.097 e US$ 19.161, dependendo da fonte consultada. A moeda digital caiu cerca de 58% somente este ano e mais de 70% em relação a sua alta histórica atingida em novembro passado, de aproximadamente US$ 69.000.

Somente em junho de 2022, a previsão é de que o bitcoin perca pelo menos 40% de seu valor. Este seria o pior desempenho trimestral desde o terceiro trimestre de 2011.

O que está acontecendo com o Bitcoin?

A atual situação mundial de alta inflação, taxas de juros crescentes e medo da recessão pesam sobre as criptomoedas, e o bitcoin não foge da regra, de acordo com Yves Longchamp, chefe de pesquisa do SEBA Bank. Além disso, os mercados de ações globais estão sob pressão intensificada devido ao péssimo resultado do S&P 500 que está por vir. Ele é um índice composto por quinhentos ativos cotados nas bolsas de NYSE ou NASDAQ, que influencia intimamente o valor do bitcoin - e provavelmente terá seu pior primeiro semestre desde 1970.

Outro ponto crítico para o mercado das criptomoedas é uma crise de liquidez, com destaque para a recente liquidação em andamento do fundo de hedge Three Arrows Capital (3AC), segundo o TheStreet. Credores como Celsius Network, Babel Finance e CoinFlex também tiveram que suspender saques de fundos em suas plataformas. O último citado alegou "condições extremas de mercado".

Outras criptomoedas também caíram expressivamente, com destaque para tokens anexados a protocolos/projetos de finanças descentralizadas (DeFi). No geral, o mercado de criptomoedas perdeu mais de US$ 2,1 trilhões desde que quebrou o recorde de mais de US$ 3 trilhões em novembro.




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