POLÍTICA

Polêmica aumenta entre deputado e vereador do mesmo partido sobre roçada em Maringá



A polêmica da roçada e dos servidores públicos em Maringá entre o vereador Dr. Jamal e o Deputado Estadual Paulo Rogério ‘do Carmo’, ambos do mesmo partido o PSL. Começou na última sexta-feira (3), quando nas redes sociais vereador criticou o trabalho dos servidores e a empresa prestadora do serviço.
 
Assim o deputado Do Carmo, atual presidente do PSL de Maringá, divulgou no domingo (5), nota em que repudia qualquer ofensa, ataque ou ato contra servidores públicos.
 
A nota foi divulgada a propósito de postagem feita em redes sociais pelo vereador Jamal Ali Mohamad Abou Fares, do PSL, que refere-se a um “trabalho porco” feito por funcionários públicos municipais.

Do Carmo, que também é membro da executiva estadual do partido, reiterou seu respeito a todas as pessoas e destacou que servidores trabalham dioturnamente para servir a comunidade, “com as condições que lhes são postas”.

 
Durante a edição da terça-feira (7), o deputado Do Carmo comentou o caso sem citar o nome do vereador, sendo o único representante do PSL em Maringá. E afirmou que o partido não irá expulsar e nem tomar medidas em relação a conduta do vereador que vai de afronta ao regimento do partido segundo o deputado.
 
A repercussão aumento após ser noticiado, um vídeo onde é mostrado o serviço de roçada, e denunciado pelo vereador Jamal como sendo realizado sem contrato prévio pela empresa Serviplan na última sexta-feira (3), na Avenida Dr. Alexandre Rasgulaeff, próximo à Praça Reinaldo Guanaes Bittencourt Filho. Segundo os funcionários a realização do serviço foi por meio de contratação feita pela Semusp.
 
Segundo informações, o proprietário da empresa não estaria realizando serviços na cidade.  A Serviplan é uma empresa de Londrina, ativa desde 2013, pelo menos. Consta que o proprietário é João Marcelo de Moraes Lopes.
 
Dados do Portal da Transparência mostra que a empresa londrinense realizou um contrato de prestação de serviços de roçadas e afins com o Executivo entre 2018 e 2019, e recebeu R$ 1 milhão 671 mil. Não tendo contrato com o Prefeitura de Maringá.
 
Na Constituição, a lei federal de licitações, de 1993, cita que todo tipo de contrato deve ser registrado, com pouquíssimas exceções. Caso a empresa não cumpra a legislação poderá sofrer medidas judiciais, e sendo impedida de participar de novas licitações. Gestores também podem responder juridicamente.
 
Até o fechamento desta matéria, não obtivemos nota oficial por parte da assessoria de comunicação da Prefeitura de Maringá sobre o assunto.
 





COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM