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POLÍTICA

Conselho de Ética vai ouvir testemunhas do deputado Renato Freitas; petista corre o risco de perder o mandato
Defesa deve indicar até esta terça-feira (21) o rol de quem será ouvido na representação disciplinar movida contra o parlamentar.


Créditos: Orlando Kissner/Alep

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná marcou para as 9 horas da próxima segunda-feira (27) a oitiva de testemunhas indicadas pela defesa do deputado Renato Freitas (PT) na representação disciplinar movida contra ele pelo presidente do legislativo, deputado Ademar Traiano (PSD). A denúncia foi motivada pelas acusações proferidas por Freitas durante a sessão plenária do dia 9 de outubro. Ficou definido que o rol de testemunhas deve ser apresentado até esta terça-feira (21).
"Nós estamos deliberando sobre um fato muito importante, que pode levar até a cassação do deputado Renato Freitas. Então, nós temos de garantir o contraditório e a ampla defesa. O relator concordou com o pedido da defesa de serem ouvidas testemunhas e já deliberamos que será na próxima segunda-feira", explicou o presidente do Conselho, deputado Delegado Jacovós (PL).

"A partir da oitiva, teremos o prazo de cinco sessões ordinárias para o relator apresentar o seu parecer para a votação, que pode ser pelo arquivamento ou haver algum pedido de pena ao representado", acrescentou. A relatoria do processo está a cargo do deputado Matheus Vermelho (PP).

O deputado Renato Freitas foi representado na reunião pelo advogado Guilherme Gonçalves. "Nós pretendemos ouvir cinco testemunhas, uma ou outra a mais, e talvez alguma forma online. Além disso, vamos pedir a juntada de alguns pronunciamentos e debates que existiram aqui na Assembleia nesta legislatura. O objetivo é provar que aquele tipo de debate mais acirrado, mais contundente, não é algo inédito, corroborando o que nós alegamos em defesa, de que houve de fato uma certa exacerbação de parte a parte, mas que isso faz parte da prática parlamentar", justificou o defensor.

Também participaram da reunião o corregedor da Assembleia, deputado Artagão Junior (PSD), o deputado Do Carmo (União), o deputado Tercilio Turini (PSD) e o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Paulo Rosso.





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