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Plataformas digitais ajudaram bancos a diminuir impactos da pandemia



A reflexão, apresentada por João Dantas, CFO do BTG Pactual, no segundo dia da 30ª edição do Ciab, congresso de tecnologia do setor financeiro organizado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), foi ecoada também por pelos representantes dos outros bancos.

Participaram do painel Maurício Minas, do Conselho de Administração do Bradesco, Estevão Lazanha, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, Gustavo Fosse, diretor de Tecnologia do Banco do Brasil, Cláudio Salituro, VP de Tecnologia da Informação da Caixa e Marino Aguiar, CIO do Santander.

“Toda crise leva a mudanças interessantes. A principal reflexão é que a crise encontrou os bancos preparados para utilizar plataformas digitais no desenvolvimento de novos modelos de negócios e para atender seus clientes no momento em que os hábitos deles estão mudando de maneira muito rápida”, afirmou Dantas.

Ele disse ainda que o sistema financeiro brasileiro já está em um momento de maturidade para usar as plataformas digitais para desenvolver negócios e que o principal desafio, neste momento, é encontrar novas oportunidades.
 

“O uso das plataformas digitais os bancos aqui no Brasil, com muita competência, já consolidaram. [O desafio é] passar a utilizar essa plataforma para gerar mais conectividade e interação com outros negócios.”

Minas, do Bradesco, afirmou que durante o período de isolamento por causa da Covid-19 as pessoas mudaram seus hábitos em relação ao uso de serviços bancários. Ele citou como exemplo o aumento de 46% dos negócios no Next, banco 100% digital do grupo, de 76% na corretora Ágora e de mais de 30% entre pessoas físicas e jurídicas nas plataformas mobile do banco.

“De forma geral, nossas estratégias são acelerar o que já temos de canais, desenvolver ainda mais nosso banco digital, nossas plataformas e usar o open banking”, disse, em referência à camada de tecnologia para compartilhamento de dados e serviços bancários que começará a ser implementada no país em novembro.

Para Lazanha, a crise enfatizou um movimento que já acontecia nos últimos anos, acentuada por uma “mudança de expectativa” das pessoas. “No nosso setor, o uso de canais digitais cresce a uma velocidade espantosa. No começo, muito para consultas e transações mais simples, mas à medida que os clientes ganharam confiança e conforto para usar, a tecnologia evoluiu em camadas de atendimento.”




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