POLÍTICA

Eleições 2020: Saiba quais as expectativas para o processo eleitoral deste ano



Eleições 2020 têm o número de votos reduzidos em diversas cidades do país. Com um ano de transição política em meio a pandemia, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram uma queda de mais de 40% no número de votos nacionais motivos por problemas na validação do cadastramento biométrico. Se somados aos riscos de contaminação por covid-19, acredita-se que essa possa ser a eleição menos votada em décadas. Abaixo, veja as estimativas por região.  

Segundo o TSE, o número de eleitores foi reduzido em 2.190 cidades do país. O principal motivo para essa queda está relacionado a erros na campanha de cadastramento biométrico, realizada nos últimos anos.

Para garantir mais eficaz no processo eleitoral, foram aplicadas uma série de atualizações nas bases de dados, fazendo com que muitos cidadãos ficassem de fora do processo.  

Para este ano, cerca de 147,9 milhões de pessoas não poderão votar. Isso significa um aumento de 2,7 em relação as eleições de 2016 que contaram com 144,1 milhões de eleitores a menos.

É válido ressaltar ainda que, tais estimativas não contabilizaram os votos de Fernando de Noronha e do Distrito Federal, que não deverão ir às urnas nos próximos meses.  

Votações na Bahia 

Salvador foi nomeada como a cidade com o maior número de redução de eleitores, se comparado com 2016. Na última eleição, a região tinha cerca de 1.948.154 títulos ativos. Agora, esse número foi reajustado para 1.897.098, mostrando uma diminuição de 51 mil pessoas.  

“A diminuição se deu por conta da revisão biométrica, que foi finalizada em Salvador em janeiro de 2018. Em todas as cidades em que ocorre a revisão, é normal haver uma diminuição de cerca de 15% a 20% no eleitorado,” afirma o TRE-BA em nota. 

Maurício Amaral, secretário de Planejamento do TRE-BA, relembrou que o prazo final para cadastrar a biometria foi encerrado em 2018, deixando muitos cidadãos de fora.  

“O procedimento de coleta biométrica obrigatória se dá dentro de um processo de revisão do eleitorado. Nisso, a sanção do não comparecimento é o cancelamento do título. Todos os eleitores foram convocados durante alguns anos. Mas 2018 foi o prazo final em Salvador. Por isso, os eleitores que não compareceram tiveram o título cancelado,” explicou. 

Segundo ele, essas modificações foram feitas em diversas regiões, o que comprova a falta de participação do eleitorado nos processos de regularização de seus títulos.  

“Na média das revisões nas cidades, se verifica que próximo de 20% dos eleitores não comparecem e têm seus títulos cancelados. Foi o que aconteceu em Salvador e em outras cidades também. Toda cidade que passa por revisão tem redução natural depois do número de eleitores. Essa situação tende a se regularizar, não só com o incremento de novos eleitores, mas também com a regularização daqueles eleitores que tiveram os títulos cancelados. Ao longo do tempo, eles procuram a Justiça e regularizam os seus títulos”, justificou o representante.  

Expectativas para o Mato Grosso 

Outra região que também teve uma quantidade significativa de cancelamentos de títulos foi o Mato Grosso. O eleitorado reduziu de 415,1 mil para 378,1 mil, ou seja, 37 mil eleitores a menos 

O motivo de tamanha queda também se deu pela falta de participação dos cidadãos nos processos de atualização e cadastramento da biometria, fazendo com que mais de 100 mil títulos fossem cancelados.  

“[A queda] pode ser por mudanças de estado ou até mesmo títulos cancelados. Em Mato Grosso, 263.719 eleitores estão com os títulos cancelados. Grande parte desse eleitorado é bem provável que estava regular em anos anteriores”, afirmou o tribunal eleitoral, em nota. 

Cidades com o eleitorado amplificado 

Contrapartida, há uma cidade que ganhou mais do que perdeu eleitores. Em Fortaleza, foram registrados novos 130 mil títulos, comparados com o ano de 2016.

De acordo com o TER-CE, o cadastramento biométrico da cidade foi encerrado em 2019 e cerca de 264 mil pessoas tiveram os documentos inicialmente cancelados.  

“Neste ano de 2020, o cadastro eleitoral fechou em maio, no auge da pandemia. Aqueles eleitores que tiveram o título cancelado recentemente, em 2019 ou mesmo em 2020, o TSE entendeu que eles ficaram prejudicados porque não puderem comparecer para fazer a biometria. Então decidiu reverter o cancelamento”, explica Amaral, do TRE-BA. 





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