POLÍTICA

A mentira tem perna curta, vereadora é condenada
Vereadora Cris Lauer (PSC) que responde vários processos por danos morais, é condenada pela justiça.

A vereadora Cris Lauer (PSC) eleita com 1.785 na última eleição, foi condenada, por danos morais por ofender a servidora pública Daiany de Fatima Corbetta, que ocupa cargo de gerência na Secretaria de Meio Ambiente. A decisão foi proferida em 9 de dezembro de 2020, antes da posse da vereadora. O juiz Abilio T.M.S. de Freitas, do 4º Juizado Especial Cível de Maringá, entendeu que as atitudes de Cris atingiram Daiany “em aspectos ligados à sua honra subjetiva”, o que caracterizou dano imaterial.
 
A vereadora deverá pagar a soma de R$ 2 mil reais à funcionária da Prefeitura de Maringá. O primeiro caso ser julgado, em primeira instância, é referente ao "Desabafo 57", no qual Daiany é mencionada. O vídeo foi publicado em 30 de agosto de 2020.
 
"São 57 vídeos sem processos e sem retratação, porque são vídeos verdadeiros. O prefeito sabe disso, e esse é o desespero do gabinete do ódio. Não conseguem me pegar e fazer eu me retratar", disse Cris, no início do referido vídeo, com acusações sérias.
 
Daiany voltou a ser citada no vídeo subsequente da série, o "Desabafo 58", no qual alega que "a batata ta assando (sic)", sobre suposto descontentamento dos servidores públicos em relação à gerente. Ambos os vídeos tiveram boa audiência.
 
Na fundamentação, o magistrado destacou que a ré deixou de apresentar contestação no prazo estabelecido, sendo, portanto, julgada à revelia. O valor R$ 2.000, ainda segundo o juiz, levou em conta a situação financeira das partes envolvidas.

​Postagem feita em julho de 2020 pela hoje vereadora do PSC.

Este é um dos pelo menos sete processos que foram ajuizados contra a vereadora Cris Lauer, inclusive entre eles de um ex-simpatizante da empresária, que não declarou sua empresa ao fazer o registro da candidatura. Todos os processos são por danos morais, incluindo o secretário municipal do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Marco Antonio Azevedo. O principal deles é de um conglomerado de saúde que corre em segredo de justiça, contra o qual ela assacou inverdades.
 
Vale ressaltar que a vereadora foi apoiada pelo então candidato a prefeito na última eleição e atual deputado estadual Homero Marchese que opera de modo semelhante com insultos e acusações nas redes sociais tendo vários processos e condenações por danos morais. O parlamentar pela sua conduta nas redes sociais ficou conhecido como o “Príncipe das Fake News”, e parece que agora encontrou sua princesa.

Justiça condena deputado e ex-vereador de Maringá por produzir e publicar Fake News
 
Em uma breve pesquisa no Projudi é possível visualizar os processos contra Lauer:
 
0014585-87.2020.8.16 - em segredo de justiça - Protocolado em 08/07/2020
0014550-27.2020.8.16.0018
0014551-12.2020.8.16.0018
0014552-94.2020.8.16.0018
0014554-64.2020.8.16.0018
0000026-88.2021.8.16.0018
0021099-53.2020.8.16.0018
 
A conhecida senhora dos desabafos já coleciona uma extensa ficha de processos e dois BOs na polícia civil. Confira neste link a condenação.


 
Erro processual
 
Segundo Bruno Gimenes Di Lascio, advogado da vereadora, Cris foi citada com um endereço na Zona 4, onde ela não reside há pelo menos cinco anos. O advogado juntou documento dos Correios que comprova que Cris não assinou o "Aviso de Recebimento" da notificação judicial.
 
"Não fui notificada regularmente, e o processo correu sem o meu conhecimento. A comunicação foi enviada para um endereço que há mais de cinco anos não residia e outra pessoa assinou em meu nome sem saber. Logo, houve um erro processual por parte do juizado de Maringá que estamos tentando corrigir com meus advogados", disse Cris Lauer, ao site Café com Jornalista.
 
Com informações do Café com Jornalista, Blog do Rigon e Projudi.



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