POLÍTICA

Covid-19: primeira semana de Biden no poder será focada na pandemia

Empossado na tarde desta quarta-feira (20), o presidente norte-americano Joe Biden assinou 17 ordens executivas – muitas delas direcionadas para o combate à pandemia de Covid-19, sua prioridade. Várias das decisões interrompem ou desfazem decretos do seu antecessor, o republicano Donald Trump. “Vou começar mantendo as promessas que fiz ao povo americano”, afirmou o democrata no Salão Oval.

Na “canetada”, Biden impôs o uso de máscaras em prédios federais e suspendeu a saída do país da Organização Mundial de Saúde (OMS). Outras ordens executivas ainda pausaram o financiamento para a construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, reverteram a proibição da entrada de viajantes (que visava especialmente países muçulmanos) e a saída do país do acordo climático de Paris.

O presidente ainda criou uma coordenação para os esforços de combate à Covid-19, que supervisionará a distribuição de vacinas e suprimentos médicos. Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas do país, representará os EUA na reunião do conselho executivo da OMS nesta quinta-feira (21).

“Seguiremos em frente com velocidade e urgência, pois temos muito a fazer neste tempo de perigos e possibilidades”, disse Biden em seu discurso. “Poucos períodos na história de nossa nação foram mais desafiadores ou difíceis do que aquele em que estamos agora”, completou o presidente, que estipulou como meta aplicar 100 milhões de vacinas em 100 dias.

Biden ainda autorizou medidas para restaurar os direitos de negociação coletiva dos funcionários federais e ações dirigidas ao bem-estar social, incluindo programas de saúde pública e seguro-desemprego. O presidente ainda planeja pedir ao Departamento de Educação que considere a extensão do congelamento dos pagamentos de juros para empréstimos a estudantes até 30 de setembro – tudo para mitigar os efeitos da Covid-19 na economia.

Moratórias de execução para hipotecas apoiadas pelo governo federal também serão estendidas até pelo menos o final de março. Biden contará com a ajuda do Congresso (de maioria democrata) para aprovar seu pacote de ajuda, que distribuirá US$ 1.400 adicionais para milhões de norte-americanos.




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