MARINGÁ

Grevistas impedem saída de ônibus em Maringá, mesmo com liminar




Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

Na manhã desta quarta-feira (10), o terminal urbano de Maringá estava vazio, pelo terceiro dia consecutivo. Pouco depois das 7 horas, o ônibus que faz a linha 324 estacionou na área de desembarque. Estava vazio. Tinha acabado de sair da garagem.

O motorista não quis gravar entrevista, mas disse que grevistas estavam negociando a volta ao trabalho e aos poucos os ônibus sairiam da garagem. Não foi o que aconteceu.

A reportagem encontrou na porta da garagem da TCCC motoristas dispostos a manter a paralisação. Segundo eles, apenas um ônibus deixou a garagem. Justamente o 324. Um outro ônibus até tentou, mas foi impedido pelos grevistas que são a maioria. Se há mais motoristas que querem voltar ao trabalho eles são poucos.

Uma liminar expedida nessa terça-feira (9), determina que não haja nenhuma ação para impedir a saída dos ônibus. Mas os motoristas Valério Junior e Marcelo Figueiredo dizem que a paralisação só termina se a empresa der garantia de pagamento dos salários futuros e benefícios atrasados.

“Até agora a empresa não deu uma garantia do nosso salário do mês que vem e todos os nossos acordos coletivos que já foram ganhos. A empresa não quer, em momento nenhum, ter o bom senso com a gente. Não quer assinar, não quer renovar e não quer pagar o que está atrasado”.

A Policia Militar esteve na porta da garagem, mas apenas para garantir a integridade física dos envolvidos, como determinou outra liminar judicial, explicou o 2° tenente Nilson Moraes.

“Teve uma ordem judicial para a partir das 4h da manhã a Polícia Militar reforçar o policiamento aqui para garantir a segurança física. Ver se alguém estava sendo ameaçado ou lesado de alguma forma entre os participantes da movimentação”, explica.

Representantes da empresa estavam na porta da garagem, mas não se pronunciaram. A paralisação prejudica a população e incita o debate sobre a concessão do serviço.

Na Praça Rocha Pombo um cartaz pede para que a Prefeitura não ceda à chantagem da empresa, numa alusão ao discurso de grevistas de que a paralisação começou impulsionada pela própria concessionária que queria pressionar o município a ressarcir os prejuízos durante a pandemia.




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