MARINGÁ

Projeto Manna disponibiliza oficina de microeletrônica para meninas



No dia em que se comemora a participação das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) destaca um programa que envolve estudantes e professores de escolas públicas de ensino médio e de universidades. Trata-se do MannaAcademy, que vai promover uma live, nesta quinta-feira (11), para marcar essa data tão importante.

O MannaTeam é a maior rede de pesquisa, ensino, extensão e inovação em internet das coisas, internet dos drones, robótica e educação 5.0, do Paraná, além de uma das maiores redes do país de popularização da ciência, que conta com profissionais da Sociedade Brasileira de Microeletrônica e do Institute of Electrical and Electronic Engineers, sigla IEEE*.

A iniciativa é da cientista Linnyer Ruiz Aylon, da UEM. O projeto MannaTeam atende cerca de 200 estudantes e reúne profissionais de 12 Instituições de Ensino Superior, 12 empresas e entidades e várias escolas públicas de educação básica no Brasil. Os estudantes são orientados pelos professores da escola em que estudam.

Há um braço que incentiva a participação de meninas nas áreas de tecnologia e exatas. “Hoje, temos um número cada vez menor de mulheres nas áreas de microeletrônica, engenharias e computação. O MannaTeam tem realizado atividades como incentivo à participação de meninas nessas áreas. Nossas palestras, teatros, oficinas, cursos, dinâmicas, e-books, vídeos e nossas atividades nas redes sociais têm recortes dedicados à atração de meninas para áreas consideradas masculinas”, explica a professora Linnyer.

PARTICIPAÇÃO REMOTA - Em meio à necessidade de distanciamento social, causada pela pandemia da Covid-19, o Projeto criou uma dinâmica diferente para não perder o contato com as meninas participantes. A equipe tem enviado para as casas das estudantes um kit oficina, que vem sendo chamada de Delivery mannaVolt.

O mannaVolt é um projeto destinado ao ensino-aprendizagem de conteúdos sobre eletrônica e pensamento computacional, em qualquer lugar. Além de uma maleta que é enviada, os alunos e alunas ganham acesso ao mannaMakers Virtual, um ecossistema de formação de empreendedores com inteligência social e capazes de alavancar a inovação em diferentes áreas de conhecimento.

“O mannaMaker Virtual disponibiliza acesso à videoaulas e outros materiais que oferecem momentos pedagógicos que estimulam a elencar problemas e a buscar soluções para eles, desenvolvendo todas as competências da investigação científica, que serão utilizadas, futuramente, na vida quotidiana de cada um e uma e não apenas em tarefas escolares”, detalha a Linnnyer. A professora completa que “o arcabouço que envolve eletrônica e computação, pode auxiliar as instituições e ser de grande contribuição para a Educação 5.0, uma forma de preparar os futuros profissionais de qualquer área do saber para uma nova realidade que está sendo construída a partir do desenvolvimento tecnológico”.

KIT - Todos os equipamentos do kit são confeccionados com impressoras 3D, por meio do Manna Maker Virtual, onde, além de várias meninas, outros estudantes e professores atuam para dar conta das atividades do Manna. “Esse grupo gravou vídeo aulas que ensinam as meninas a utilizar os kits. Além disso, elas são acompanhadas por um tutor, oportunizando uma rotina de tecnologia em casa, além de incentivar a criatividade, o pensamento crítico e computacional”, explica Linnyer aylon.

Francieli Casassa é uma das professoras tutoras. Segundo ela, os kits permitem que as estudantes tenham a oportunidade de adquirir um conhecimento maior na área de eletrônica, no desenvolvimento científico, e proporcionam a inclusão delas na parte digital de programação, abrindo espaço para que se desenvolvam profissionalmente e cientificamente.

“Onde nós não podemos estar, em circunstância das distâncias geográficas, podemos enviar o kit mannaVolt e oferecer oportunidades no espaço maker Virtual. Para o pós-pandemia, temos um artefato, um kit muito interessante para as crianças e professores do interior do país para ensinar eletrônica, pensamento crítico e computacional, além de despertar a genialidade de cada um. Isso é muito valioso para o profissional do futuro”, conclui a professora da UEM.




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