MARINGÁ

Polícia fecha clínica de estética em Maringá
Além de funcionar ilegalmente, suspeita-se que medicamentos veterinários foram usados em pacientes


Foto: Divulgação/Vigilância Sanitária

Agentes de Polícia Civil e da Vigilância Sanitária (VISA) fecharam uma clínica clandestina de estética em Maringá; uma técnica em enfermagem foi presa sob suspeita de ser a proprietária do estabelecimento. Segundo investigações, ela realizava procedimentos como remoção de tatuagem, eliminação de varizes, aplicação de botox e outros procedimentos estéticos de forma irregular. A suspeita de 40 anos de idade foi pega em flagrante no dia 12/03, na casa onde mora e atendia os pacientes.

A Vigilância Sanitária detalhou que a clínica ilegal foi descoberta no final do ano passado, quando a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp) identificou o descarte irregular de lixo hospitalar (infectante e cortante) na frente da residência. Como o imóvel é uma casa residencial, foi necessário um mandado da Justiça para autorizar a entrada dos técnicos para verificação. O caso foi denunciado ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), relatando que procedimentos invasivos, que só podem ser realizados por médicos qualificados, foram executados no establecimento.

Investigadores encontraram vários medicamentos e produtos com venda ilegal, além de itens sem registros na Anvisa. "Identificamos um anestésico veterinário. Na hora, ela justificou que utilizava no próprio cachorro, mas tudo indica que ela utilizava esse produto nas práticas irregulares da clínica", disse o delegado Luiz Henrique Vicentini. Em um espaço da casa foi encontrado lixo infectante; como não havia contrato com a empresa de coleta especializada, a suspeita é de que o lixo era enterrado pela proprietária. Também foram encontradas evidências de que a suspeita reembalava ou fabricava medicamentos que deveriam ser produzidos em uma indústria.

A polícia informou que além de realizar os procedimentos estéticos, a técnica de enfermagem também vendia remédios para que os pacientes usassem depois do tratamento. Foi decretado a prisão preventiva da suspeita, que deve responder pelos crimes de exercício ilegal da função, e venda de medicamento sem autorização. Se condenada, a pena que varia de dez a quinze anos de cadeia, além da multa da ANVISA que pode variar de R$ 2 mil a R$ 9 mil.



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