DIVERSÃO

Entenda como o funk mudou a cara do Brasil
Ritmo foi alvo de polêmica envolvendo Rick Bonadio, Pedro Sampaio e Anitta

A nova polêmica no mundo da música teve o funk como plano de fundo nesta semana. O conhecido produtor musical Rick Bonadio criticou o remix de Pedro Sampaio tocado na apresentação de Cardi B com Megan Thee Stallion no Grammy. O DJ respondeu com uma versão funk de Mamonas Assassinas, banda lançada ao estrelato por Bonadio.

Porém, essa não é a primeira vez que o funk está no meio de uma polêmica. O estilo sempre foi alvo de críticas, mas conquistou o seu espaço e mudou a cara do Brasil. Hoje é o ritmo mais ouvido entre os jovens.

“O funk já contava com uma boa parcela de ódio muito antes de se falar em ‘haters’. Já nos anos 90, era incluído num pacote de música brasileira desprezível, inculta, junto com os também populares axé music e pagode romântico. Desde então, passaram por um processo de reavaliação. E nos anos 2000 ressurgiram, diante do senso comum, como expressões legítimas de uma cultura brasileira. Hoje, o funk tem mais de 30 anos de história, está arraigado no imaginário do brasileiro, formou público fiel e gerações de artistas”, afirmou o jornalista Silvio Essinger, autor do livro “Batidão: Uma História Do Funk” ao time de conteúdo da Betway.

Até chegar em hits, como "Me Gusta”, de Anitta, ou “Vacinabutantan (Bum Bum Tan Tan)”, de MC Fioti, o funk passou por várias transformações. O DJ Marlboro foi um dos piones na construção do estilo no Brasil.

Quando fiz o ‘Funk Brasil’, em 1989, quase não lanço! O pessoal da gravadora queria usar o ‘Carioca’ no disco. Já tinham feito até um ensaio de capa com o nome ‘Funk Carioca’. Aí eu disse: ‘Não! Tem que ser ‘Funk Brasil’ porque o funk não tem que ficar resumido ao Rio de Janeiro”, relembrou.

Essinger ressaltou o importante papel de Marlboro: "“Marlboro conseguiu exposição para os seus artistas no programa da Xuxa. Em 96, Claudinho & Buchecha estariam fazendo essa transição de forma mais eficiente com um CD de estreia que podia ser ouvido sem estranhezas pelo público de Lulu Santos”.

“O meu plano para o funk era que ele fosse um movimento nacional, com visibilidade internacional, para gerar emprego no Brasil inteiro. Queria que cada região colocasse características locais nas suas músicas, que espelhasse aquilo que as pessoas respiram, seu cotidiano, seu dia a dia. A cultura local está entranhada no funk”, completou Marlboro.





COMENTÁRIOS







VEJA TAMBÉM



DIVERSÃO  |   16/05/2021 15h40


DIVERSÃO  |   14/05/2021 11h33


DIVERSÃO  |   14/05/2021 04h15