SAÚDE

EUA pedem pausa na aplicação da vacina da Johnson & Johnson após casos de coagulação

A Food and Drug Administration (FDA) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), ambas agências federais do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, informaram, nesta terça-feira (13), que recomendam a pausa na aplicação da vacina Johnson & Johnson.

De acordo com o comunicado divulgado na conta oficial da FDA no Twitter, “O CDC e a FDA estão revisando dados envolvendo seis casos relatados nos EUA de um tipo raro e grave de coágulo sanguíneo em pacientes que receberam a vacina. No momento, esses eventos adversos parecem ser extremamente raros”.

A agência norte-americana afirmou que o tratamento desse coágulo sanguíneo específico é diferente do tratamento que normalmente pode ser administrado.

Ficará a cargo da CDC convocar uma reunião com o Comitê Consultivo em Práticas de Imunização (ACIP), na próxima quarta-feira (14), para avaliar a relevância da vacina, de dose única, no desenvolvimento dos coágulos. A FDA também investigará o caso.

Segundo informações do canal CNBC, todos os casos ocorreram com mulheres entre 18 e 48 anos, com os primeiros sintomas aparecendo entre 6 a 13 dias depois da aplicação.

A vacina da Johnson & Johnson

O imunizante é um pouco diferente das demais, o que também faz dele mais atraente. A vacina da Janssen é a única que necessita de apenas uma dose, o que, na prática, permitiria imunizar o dobro de pessoas. Todas as outras precisam de duas doses, então a produção rende menos.

Os resultados de pesquisas mostraram que após uma única aplicação, mais de 90% dos voluntários produziram uma resposta imunológica contra o vírus. Em testes preliminares, a vacina havia se mostrado bastante segura, registrando apenas efeitos leves, como fadiga, dores de cabeça e dor no local da aplicação.

O governo brasileiro já demonstrou interesse na vacina da Johnson & Johnson e uma parceria foi firmada mês passado para o fornecimento de 38 milhões de doses, com 16,9 milhões sendo distribuídas entre julho e setembro e 21,1 milhões entre outubro e dezembro.





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