SAÚDE

Risco de coagulação sanguínea rara é muito maior em pacientes com Covid-19 do que em quem tomou vacina

Uma pesquisa da Universidade Oxford concluiu que o risco de coagulação sanguínea, também conhecida como trombose venosa cerebral, é cerca de 100 vezes maior em pessoas com Covid-19 do que para quem não está com o vírus. Esse número também supera muito os dados sobre vacinados que desenvolveram a condição.

A vacina feita pela farmacêutica AstraZeneca em parceira com os cientistas de Oxford começou a enfrentar forte resistência em países da Europa e nos Estados Unidos após ser encontrada uma relação entre o imunizante e casos de coagulação sanguínea. Um quadro semelhante também começou a ocorrer com a vacina da Janssen (Johnson & Johnson).

Coagulação sanguínea e a Covid-19

O risco de desenvolver a trombose venosa cerebral também foi maior em pacientes com menos de 60 anos. Por isso, a maior parte dos países que restringiram a vacinação com o imunizante limitou a aplicação em pessoas com mais de 60 anos.

O estudo analisou os casos de coagulação sanguínea registrados em pacientes duas semanas após terem testado positivo para Covid-19. Também foram contados os casos de pessoas que tiveram o quadro até uma semana após a vacinação.

O estudo concluiu que o quadro de coagulação sanguínea ocorre 39 vezes a cada 1 milhão de pessoas em que tiveram Covid-19. Já em quem recebeu a vacina da Pfizer ou da Moderna, essa chance cai para 4 em um 1 milhão. Com a vacina da Oxford-AstraZeneca, o número ficou em 5 para 1 milhão.





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